Meio Ambiente

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Ubatuba é o município do país com a maior porcentagem do território coberto pela Mata Atlântica, somando um total de 85% de suas terras ou 60.289 hectares. A Mata Atlântica também esta presente no Paraguai e Argentina.

Sobre a Mata Atlântica

A Mata Atlântica é formada por um conjunto de formações florestais (Florestas: Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual e Ombrófila Aberta) e ecossistemas associados como as restingas, manguezais e campos de altitude, que se estendiam originalmente por aproximadamente 1.300.000 km2 em 17 estados do território brasileiro. Hoje os remanescentes de vegetação nativa estão reduzidos a cerca de 22% de sua cobertura original e encontram-se em diferentes estágios de regeneração. Apenas cerca de 7% estão bem conservados em fragmentos acima de 100 hectares. Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 35% das espécies existentes no Brasil), incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Essa riqueza é maior que a de alguns continentes (17.000 espécies na América do Norte e 12.500 na Europa) e por isso a região da Mata Atlântica é altamente prioritária para a conservação da biodiversidade mundial. Em relação à fauna, os levantamentos já realizados indicam que a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes.

Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, tem importância vital para aproximadamente 120 milhões de brasileiros que vivem em seu domínio, onde são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro, prestando importantíssimos serviços ambientais. Regula o fluxo dos mananciais hídricos, assegura a fertilidade do solo, suas paisagens oferecem belezas cênicas, controla o equilíbrio climático e protege escarpas e encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso. Neste contexto, as áreas protegidas, como as Unidades de Conservação e as Terras Indígenas, são fundamentais para a manutenção de amostras representativas e viáveis da diversidade biológica e cultural da Mata Atlântica.

(in: http://www.mma.gov.br/biomas/mata-atlantica)

Importância de cuidar da Mata Atlântica

Mesmo reduzida e fragmentada, a mata exerce influência direta na vida de cerca de 80% da população do país: nas cidades, áreas rurais, comunidades caiçaras ou indígenas, protege o clima, regula o fluxo dos mananciais, a fertilidade do solo, a proteção de encostas, entre tantas outras funções.

As grandes capitais brasileiras, por exemplo, - São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) – são completamente abastecidas pelos rios que afloram desses remanescentes. E calcula-se que a Mata Atlântica garanta o abastecimento de mais de 120 milhões de pessoas, abrigando rios do porte do Paraná, Tietê, Doce, Paraíba do Sul, São Francisco, Paranapanema e Ribeira do Iguape.

Mas é na relação complementar entre a floresta e a água que a importância desse bioma pode ser melhor compreendida. Os remanescentes regulam a vazão dos rios, atenuando as enchentes, e após as chuvas permitem que a água escoe gradativamente. Também filtram sedimentos, retidos na chamada mata ciliar, e melhoram a qualidade da água. O armazenamento da água da chuva, em mananciais de superfície ou reservatórios subterrâneos, ocorre ainda pela infiltração paulatina no solo, garantida pela folhagem, pelo tronco das árvores e suas raízes. E muitos dos processos erosivos são evitados por ação da cobertura florestal.


De outro lado, a poluição e escassez da água são determinantes para a degradação das florestas. Explica-se, assim, porque maciços florestais como o da Cantareira, inserido na Região Metropolitana de São Paulo, são responsáveis pelo equilíbrio climático da cidade, pela manutenção da umidade e, principalmente, pela produção de água para a população. Só o Sistema Cantareira abastece 46% da população paulistana, onde se localiza este importante fragmento de Mata Atlântica.

Já em cidades como Bertioga, São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, praticamente toda a água consumida vem das nascentes que brotam na serra. O Parque Estadual da Serra do Mar, maior área legalmente protegida da Mata Atlântica do país, responde pela produção de água potável para boa parte do Vale do Paraíba, além do litoral centro e norte de São Paulo.

(in: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/bioma_mata_atl/agua_mata_atlantica/)

O Parque Estadual da Serra do Mar- Núcleo Picinguaba

Histórico

Criado em 30 de agosto de 1977 através do Decreto N° 10.251 (30/08/1977), o Parque Estadual da Serra do Mar teve sua área ampliada em 2010 de 315.000 hectares para 332.00 hectares, abrangendo 23 municípios, desde Ubatuba, até Pedro de Toledo, é a maior área de proteção integral de toda Mata Atlântica. Atualmente é gerenciado por meio de 09 núcleos administrativos.

O Núcleo Picinguaba, teve o distrito de Picinguaba acrescentado ao núcleo em 1979. A antiga Fazenda Picinguaba, área de domínio público com cerca de 7.000 hectares foi anexada ao núcleo, totalizando uma área de 47.500 hectares e incluindo a cota zero.

Sobre o Parque

O Núcleo Picinguaba tem como singularidade um dos únicos trechos que atinge o nível do mar, estreitando a relação Serra e Mar. Incorpora uma série de ecossistemas associados à Mata Atlântica, como mangue, restinga, floresta ombrófila densa e ecossistemas costeiros e toda a diversidade biológica intrínseca a eles. Protegendo cinco praias de raras belezas cênicas no município de Ubatuba, Cambury, Brava do Cambury, Picinguaba, Praia da Fazenda e Brava da Almada.

Com mais de trezentos projetos de pesquisa, o Núcleo recebe estudantes e pesquisadores do Brasil inteiro, oferecendo infra-estrutura e áreas bem preservadas abaixo da cota altimétrica de 100 m.

Considerado um reduto de cultura tradicional, o núcleo é caracterizado pela presença de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas. Possui diretrizes de gestão estabelecidas no Plano de Manejo, quanto à presença de populações na Unidade de Conservação. No que se refere ao patrimônio histórico cultural a nossa região ainda guarda costumes e tradições que estão ligadas diretamente à nossa historia, populações que lembram suas origens na gastronomia e em festas, sintetizando toda sua diversidade.

As diversas trilhas contidas na Unidade de Conservação propiciam um amplo trabalho de Ecoturismo e Educação Ambiental. Na Vila de Picinguaba, Cambury, Sertão da Fazenda e Sertão do Ubatumirim, é possível vivenciar a cultura caiçara e quilombola, seus laços com a mata e o mar, além da busca pela sustentabilidade através do Turismo de Base Comunitária.

Sobre a Região

O Núcleo Picinguaba, juntamente com outras 14 UC’s, está inserido no Mosaico da Serra da Bocaina (Norte de São Paulo e Sul Fluminense), formando significativo corredor ecológico de proteção da Mata Atlântica. 80% do território do Litoral Norte de São Paulo são protegidos por Unidades de Conservação, que podem alavancar modelos diferenciados de desenvolvimento sustentável, gerando oportunidades de negócios a serem geridos em parceria: terceirização, concessões e parcerias para serviços de ecoturismo, educação ambiental e visitação pública em geral; manejo de frutos de espécies nativas para produção de polpa (juçara e cambuci); agrofloresta, dentre outros.

(in: http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-serra-do-mar-nucleo-picinguaba/sobre-o-parque/)

O Parque Nacional da Serra da Bocaina

Paisagens diversificadas e grande riqueza de fauna e flora, com inclusão de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, estendendo-se de altitudes superiores a 2.000m, na região serrana, até o nível do mar, no litoral, fazem do Parque Nacional Serra da Bocaina cenário único.

Com 104 mil hectares distribuídos em seis municípios (Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; São José do Barreiro, Areias, Cunha e Ubatuba em São Paulo), o parque é uma das maiores áreas protegidas da Mata Alântica. Dentre seus principais atrativos turísticos destacam-se o Caminho de Mambucaba (mais conhecido como Trilha do Ouro), as cachoeiras de Santo Izidro, das Posses e do Veado, a Pedra do Frade, e a Praia do Caixa d'Aço.

O parque abriga diversos tipos de vegetação, em grandes extensões de mata contínua, como Floresta Ombrófila Densa (Submontana, Montana e Alto Montana), Floresta Ombrófila Mista (Alto Montana e Campos de Altitude), sob diversos domínios geomorfológicos.

Destacam-se a alta diversidade e complexidade natural da área, resultantes das inúmeras combinações entre tipos de relevo, altitudes, características topográficas, redes de drenagem, substrato rochoso, solos e cobertura vegetal natural. É um território com endemismos, refúgios ecológicos e espécies ameaçadas de extinção.

Além disso, grande parte das nascentes que fornecem ou podem fornecer água potável à população estão no interior do Parque, o que torna importante a proteção de sua área. Destacam-se os rios Mambucaba, Bracuí, Barra Grande, Perequê-Açu, Iriri e Paraitinga, considerado o principal afluente do rio Paraíba do Sul. Esta rede hidrográfica atende diretamente municípios como Angra dos Reis, Mambucaba, Paraty, Ubatuba, Cunha, Areias, São José do Barreiro e Bananal.

Observatório do Litoral Sustentável

O site do Projeto observatório do Litoral Sustentável é uma boa fonte de pesquisa do território de Ubatuba. Acesse: http://litoralsustentavel.org.br/

Sobre a APA Marinha- Litoral Norte

Apresentação realizada por Pedro Barboza Oliva, durante a oficina “Fortalecimento da pesca e a inclusão do pescado na alimentação escolar”. O evento ocorreu no dia 29 de outubro de 2015, em Caraguatatuba. O evento realizado pelo Observatório Litoral Sustentável contou com apoio do Ministério Público Federal, Área de Proteção Ambiental Marinha Litoral Norte, Fundação Florestal e Prefeitura Municipal de Ubatuba.

Confira a apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=kobHlRFUHRw#action=share

Turismo de Base Comunitária e Plano de Negócios – uma experiência participativa com comunidades tradicionais

A sobrevivência das comunidades tradicionais em harmonia com a natureza não é simples, principalmente com o avanço do modo de vida que depende excessivamente do dinheiro e coloca essas comunidades em desvantagem em relação à grandes incorporadoras. Mas de qualquer forma, além dessas comunidades terem diversos direitos que asseguram seu uso da terra, quando pensamos em conservação da biodiversidade, elas certamente são atores muito mais interessados do que, por exemplo, uma empresa que quer fazer um grande condomínio-resort na Mata Atlântica. Neste contexto a Associação Cunhambebe realizou o projeto Turismo de Base Comunitária e Plano de Negócios – uma experiência participativa com comunidades tradicionais. Para conhecer a experiência, faça o download: http://litoralsustentavel.org.br/wp-content/uploads/2015/10/Turismo-de-Base-Comunit%C3%A1ria-e-Plano-de-Neg%C3%B3cios-2.pdf

http://cunhambebe.org.br/.

Juventude e mudanças climáticas

Confira no link a edição da Revista Viração, feita por jovens para jovens, sobre mudanças climáticas, super conteúdo para depois multiplicar! http://issuu.com/viracao/docs/edicao_109 (in: http://www.icmbio.gov.br/parnaserradabocaina/quem-somos.html)